Um homem decidiu processar um hotel de luxo no Rio de Janeiro após esposa — supostamente — engravidar “sozinha” em uma banheira de hidromassagem. Tudo aconteceu enquanto o marido estava em uma viagem a trabalho na Europa. Ele passou seis meses fora e quando retornou para casa encontrou a mulher grávida. Como justificativa, ela alegou ter ido a um hotel com a irmã e passado a maior parte do tempo na banheira.
Para dar entrada no processo contra o hotel cinco estrelas, o casal procurou a advogada Lu Lage, que postou um vídeo nas redes sociais revelando o caso. “Esse senhor quer que eu ajuíze uma ação para processar um hotel cinco estrelas no Rio, alegando que ele ficou fora de casa seis meses, a trabalho na Europa, e quando voltou para casa a esposa está grávida. Ele muito bravo, tirou satisfação”, disse a advogada.
“Ela falou: ‘amor, a única coisa que eu fiz de diferente foi
quando eu estive no Rio com a minha irmã, fiquei em tal hotel e realmente eu
entrei inúmeras vezes na hidromassagem. Então a única chance de eu estar
grávida é porque eles não limparam, não esterilizaram a banheira de
hidromassagem’”, detalhou Lu.
Com a ação, o marido quer receber uma indenização do hotel
para reparação dos danos psicológicos da esposa e que o estabelecimento arque
com todos os custos da criança porque “foi irresponsabilidade do hotel não
esterilizar a banheira de hidromassagem”.
Outra versão
Em um outro vídeo, depois do segundo encontro com o casal, a
advogada contou que conversou separadamente com a esposa e ela apresentou outra
versão. De acordo com a mulher, a gravidez seria, na verdade, consequência de
um estupro. “Eu conversei com ela separadamente, com ele, e depois com os dois.
Eu disse a ela que seria uma ação sem nexo algum, como que eu iria processar um
homem falando de uma gravidez. Isso seria impossível”, disse Lu Lage, foi aí
que a mulher contou outra história.
“Ela disse que foi o meio que ela achou mais tranquilo para
que seu marido não ficasse tão devastado, porque na realidade ela estava saindo
de um lugar, estava na rua, quando ela foi pegar o carro dela, ela foi
arrastada e estuprada. A banheira seria menos doloroso para o marido do que um
estupro, pois ele é muito nervoso, se alguém mexesse com ela”, retratou a
advogada.
Quando questionada se registrou um boletim de ocorrência, a mulher disse que não procurou a polícia pois estava com vergonha. “Mas ela disse que quer tirar o filho, porque o rapaz é negro, ela é loira e o marido é branco também”, disse a advogada sobre as justificativas da cliente.
Logo após a conversa entre a mulher e a advogada, elas foram
conversar com o marido. Nesse momento, a esposa decidiu contar que tinha sido
estuprada. “Ele chorou muito, falou que imagina o quanto ela está sofrendo por
ter escondido uma coisa tão séria, por isso ela estava arrasada
psicologicamente, e escondeu para poupá-lo”, contou Lu Lage.
A advogada explicou para o casal tudo que envolveria uma
ação como essa para obter autorização para um aborto. “Eu disse o quão
complicado seria essa ação, pois teria que provar. Ele disse que iria conversar
com ela, mas que, por ele, ficaria com o filho. Ela quem não está querendo de
jeito nenhum”, afirmou Lu.
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