Bradesco, Itaú, Pagbank, Daycoval, PAN e outras instituições financeiras anunciaram a suspensão das linhas de crédito consignado para aposentados do INSS. A ação ocorre após de o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) reduzir as taxas máximas de juros dessa modalidade de 2,14% para 1,70%.
Os bancos
afirmam, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que não têm
condições de pagarem os custos de captação de clientes com as novas taxas
determinadas pelo órgão ligado ao Ministério da Previdência.
89% do
consignado de aposentados do INSS é concedido por bancos privados. Caixa e
Banco do Brasil atuam em 11% e já cobravam taxas acima dos 1,70% definidos como
teto na última segunda-feira (13).
Segundo informou o blog, em parceria com Julia Duailibi, o Palácio do Planalto viu a decisão do CNPS como mais uma medida tomada sem passar pelo núcleo do governo. Na terça-feira (14), o presidente Lula repreendeu ministros e integrantes do governo que tomam decisões sem consultar a Casa Civil.
O Ministério
da Fazenda alertou a Previdência Social, antes da reunião de segunda, de que a
decisão iria ser um tiro no pé: ao invés de ampliar a oferta de crédito, iria
reduzir as linhas do consignado.
Segundo
bancos ouvidos pelo blog, o custo de captação de clientes é maior em especial
no interior do país. Há uma norma do Banco Central que proíbe que bancos
ofereçam linhas de crédito que sejam deficitárias.
O que dizem
os bancos
O Daycoval
diz que, mediante a aprovação do novo teto, decidiu “concentrar esforços para a
operação de empréstimo consignado para funcionários públicos” e suspender
temporariamente as operações do produto de crédito consignado do INSS por não
serem “economicamente viáveis”.
O banco PAN
diz apenas que “em função da redução do teto de juros aprovada pelo Conselho
Nacional da Previdência Social (CNPS), suspendeu temporariamente novas
operações consignadas do INSS de empréstimo, cartão e cartão benefício”.
O Itaú
Unibanco e Pagbank foram procurados pelo g1, mas ainda não responderam.

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